A MNET tem um talento especial para criar programas que dividem fãs ao meio. Road to Kingdom e Queendom são provavelmente os melhores exemplos disso: dois reality shows de performance que colocaram grupos estabelecidos em competição criativa — e geraram debates acalorados que continuam até hoje sobre qual foi melhor, qual foi mais justo, e o que cada um diz sobre como o K-Pop trata masculinidade e feminilidade.
O formato: batalhas de performance, não de popularidade#
Diferente dos survival shows que formam novos grupos, Road to Kingdom (2020) e Queendom (2019 e 2022) funcionam com grupos já debutados competindo em batalhas de performance criativa. Cada episódio apresenta um tema ou missão — reinterpretar músicas de outros grupos, criar performances originais, montar set pieces teatrais. Os grupos recebem pontos de júri, do público e às vezes de artistas convidados.
Queendom 1 (2019): quando seis grupos entregaram suas almas#
A primeira temporada do Queendom reuniu MAMAMOO, AOA, Oh My Girl, Park Bom, Lovelyz e G-idle — grupos em diferentes momentos de carreira, com públicos distintos e estilos radicalmente diferentes. O resultado foi uma das temporadas de reality show mais assistidas da história da MNET: cada grupo trouxe performances que os definiram de forma inesperada.
MAMAMOO
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Você sabia?
A performance de "Egotistic" do MAMAMOO no Queendom 1 é considerada por críticos coreanos como uma das melhores performances de palco já apresentadas em um reality show de K-Pop — com um conceito visual tão elaborado que foi comparado a produções teatrais profissionais.
Queendom nos deu a liberdade de mostrar o que sempre quisemos fazer. Não havia concept policiado pela agência — havia um palco e uma câmera.
Road to Kingdom (2020): a revelação do KINGDOM#
Enquanto Queendom tinha grupos estabelecidos, Road to Kingdom foi projetado como o caminho de qualificação para o Kingdom — o torneio máximo com os grupos de maior nível. Participaram THE BOYZ, Pentagon, ONF, Golden Child, Verivery, Groot e TOO. O programa foi marcado por performances extraordinárias do THE BOYZ, que dominou a competição de forma consistente.
Você sabia?
A performance de "The Stealer" do THE BOYZ no Road to Kingdom tem mais de 40 milhões de visualizações no YouTube e é regularmente citada como o pico criativo do programa — rivalizando com produções de grupos de tier muito superior em popularidade.
Kingdom (2021): quando os maiores se encontraram#
O Kingdom reuniu BTS (por meio de um stage especial), BTOB, iKON, Stray Kids, ATEEZ e THE BOYZ — uma mistura de grupos de diferentes gerações e popularidades. O programa teve momentos épicos, mas também críticas sobre o sistema de pontuação que favoreceu grupos com fandoms maiores em detrimento de qualidade de performance.
Stray Kids
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iKON
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Queendom 2 (2022): o formato amadurece#
A segunda temporada do Queendom apostou em um lineup mais diverso: Brave Girls, VIVIZ, LOONA, Kep1er, WJSN e 2NE1 (em um comeback histórico). A inclusão da 2NE1 foi o evento mais comentado da temporada — o grupo havia sido dissolvido em 2016 e sua participação no Queendom 2 foi o primeiro projeto conjunto dos membros em anos.
Você sabia?
2NE1 se reuniu especificamente para o Queendom 2 e lançou "HAPPY" como comeback oficial — a primeira música nova do grupo em 7 anos. A performance gerou cobertura internacional em mídias que normalmente ignoram reality shows coreanos.
Road to Kingdom vs Queendom: o veredicto#
- Queendom 1 vence em: emoção, revelações de carreira, performances memoráveis por grupo, impacto na percepção pública dos participantes
- Road to Kingdom vence em: consistência de qualidade, justiça do formato, revelação de grupos underrated (THE BOYZ e ATEEZ)
- Kingdom vence em: produção técnica, orçamento, hype — mas perde em coesão narrativa
- Queendom 2 vence em: diversidade geracional, momentos históricos (2NE1), conexão emocional
Um ponto de crítica válido: todos esses programas são da MNET, emissora que já foi condenada por manipulação de resultados. A pergunta "o resultado foi real?" paira sobre qualquer competição da emissora.
O impacto real: o que esses programas fizeram pelas carreiras#
Para grupos como ATEEZ, Stray Kids e THE BOYZ, participar do Kingdom/Road to Kingdom foi um ponto de inflexão de carreira — com aumento mensurável de novos fãs internacionais após as performances. Para grupos como Brave Girls e Oh My Girl, o Queendom funcionou como reinvenção de imagem. O formato "grupos estabelecidos competindo criativamente" provou ser genuinamente transformador — diferente dos survival shows, onde apenas os vencedores saem com benefício claro.
“Se você só vai assistir uma temporada: comece pelo Queendom 1. É o mais humano, o mais intenso e o que melhor captura por que essa fórmula funciona.”
