Jisoo Kim
Integrante do BLACKPINK, primeira do grupo a iniciar carreira solo após hiato. Atriz e cantora.
Em meados de abril de 2026, Jisoo emitiu uma nota pública se distanciando do irmão, Kim Jung-hoon, após ele ser acusado de múltiplos crimes. A nota foi recebida com reações divididas: parte do público interpretou como um gesto necessário de responsabilização; outra parte questionou o timing e a extensão do que Jisoo sabia ou deveria saber. Agora, novos relatos dão mais contexto ao que aconteceu — e a linha do tempo é mais longa do que parecia à primeira vista.
Segundo reportagem do jornalista Lee Jin-ho, Jisoo e sua família já haviam cortado relações com Kim Jung-hoon em maio de 2025 — quase um ano antes da nota pública — após as primeiras acusações aparecerem na plataforma anônima BLIND. Naquela época, o irmão havia sido acusado de agressão, e isso teria sido suficiente para que a família retirasse a confiança e encerrasse o contato.
Lee Jin-ho é um jornalista e youtuber de entretenimento coreano conhecido por antecipar informações sobre escândalos do setor. Suas reportagens devem ser lidas como representativas da versão de uma das partes envolvidas — não como verdade oficial.
O que os relatos dizem
De acordo com o relato, Kim Jung-hoon havia atuado como auxiliar nos negócios de Jisoo antes das acusações de maio de 2025. Após as alegações surgirem no BLIND, ele teria mudado de número de telefone sem aviso e passado a se comunicar apenas por chamadas de voz — comportamento que, segundo a reportagem, tornava improvável que Jisoo tivesse conhecimento dos problemas legais subsequentes do irmão. A ruptura foi descrita como completa: contato encerrado, confiança retirada.
Um ponto específico gerou discussão: o nome de Kim Jung-hoon aparece nos créditos do drama Boyfriend on Demand, estreado em março de 2026. Lee Jin-ho esclareceu que as filmagens ocorreram entre outubro de 2024 e maio de 2025 — antes do corte de relações — e que o nome estava nos créditos com base na documentação de produção desse período. Quando Jisoo notou o crédito em 6 de março de 2026, teria imediatamente solicitado a remoção e pago pessoalmente o custo da correção, que chegou a mais de 10 milhões de won (aproximadamente R$ 40 mil na época).
A correção dos créditos de Boyfriend on Demand teria custado mais de 10 milhões de won (cerca de 7.000 dólares) — valor pago diretamente por Jisoo segundo os relatos de Lee Jin-ho.
A segunda esposa e o que ela revelou
O relato ganhou uma dimensão adicional quando a segunda esposa de Kim Jung-hoon concedeu entrevista. Ela revelou que não sabia que ele era irmão de Jisoo quando os dois se conheceram. A linha do tempo do relacionamento é acelerada: os dois se encontraram em abril de 2025, começaram a namorar em junho e registraram o casamento em julho — sem cerimônia. Segundo ela, o marido insistiu repetidamente pelo casamento em um período de uma semana, um comportamento que, à luz das acusações subsequentes de controle e manipulação, ela disse que passou a enxergar de forma diferente.
A segunda esposa confirmou ainda que Jisoo não sabia que o irmão havia se casado com ela. Como não houve cerimônia — apenas o registro civil — e o contato familiar já havia sido reduzido, a idol teria permanecido sem conhecimento do casamento. Essa informação é relevante porque contradiz especulações de que Jisoo teria conhecimento das ações do irmão contra sua primeira esposa.
Os relatos aqui descritos vêm de fontes identificadas com a versão de Jisoo e de depoimentos da segunda esposa. A versão de Kim Jung-hoon ou de seus representantes legais não foi tornada pública até o momento da publicação deste artigo.
O BLACKPINK e o impacto na carreira de Jisoo
Jisoo foi a primeira integrante do BLACKPINK a lançar material solo após o período de hiato do grupo em 2023 — com o single FLOWER e o mini-álbum ME. O relançamento de atividades do grupo e as carreiras individuais das quatro integrantes em 2024 e 2025 posicionaram o BLACKPINK em um momento de reconfiguração dentro da YG Entertainment, com cada membro construindo identidade própria fora do grupo. O escândalo envolvendo o irmão chega em um momento em que Jisoo estava estabelecendo essa presença solo.
No mercado do K-pop, escândalos familiares que não envolvem diretamente o artista raramente causam dano permanente à carreira — desde que a resposta seja rápida e o artista demonstre clareza de posição. A nota de Jisoo e os relatos subsequentes, se corroborados, enquadram-se nesse padrão. O que o caso mostra com mais clareza é a exposição estrutural que idols de grande visibilidade têm em relação a pessoas em seus círculos próximos — uma dinâmica que o setor raramente discute de forma aberta.
O que ainda não se sabe
O processo legal contra Kim Jung-hoon continua em andamento. As acusações incluem crimes que vão além da agressão inicial reportada em 2025, e as vítimas — incluindo a primeira esposa — buscam responsabilização e compensação. A história de Jisoo nesse contexto é uma das partes de um caso que ainda tem muitos elementos não resolvidos.
Para quem acompanha o BLACKPINK e o cenário do K-pop, este caso é também um lembrete de que o debate sobre responsabilização de familiares de idols tem limites claros — a menos que haja evidência concreta de cumplicidade, o foco deve permanecer sobre o responsável direto pelos atos. Conheça mais sobre o BLACKPINK e as artistas que fazem parte do grupo, e acompanhe as notícias do K-pop no HallyuHub para se manter atualizado sobre os próximos desdobramentos.
No caso específico de Jisoo, o padrão de escândalos de familiares de idols aponta para uma realidade que o setor raramente discute com clareza: artistas de grande visibilidade têm pouco controle sobre o comportamento de pessoas em seus círculos próximos — mas carregam o peso público associado a esses comportamentos. A YG Entertainment não emitiu nota adicional além do comunicado inicial, o que está dentro do padrão de gestão de crise da gravadora para situações que não envolvem diretamente o artista.
Jennie, Rosé e Lisa — as outras três integrantes do BLACKPINK — não foram publicamente associadas ao caso. O grupo continua com atividades individuais em paralelo ao processo de renovação de contratos e discussões sobre o futuro coletivo do BLACKPINK dentro da YG. Para quem quer acompanhar a trajetória do grupo além deste episódio, o HallyuHub tem perfis completos de cada integrante e um histórico de produções musicais do BLACKPINK disponível. As notícias sobre o K-pop no site são atualizadas diariamente com o que é relevante no mercado coreano. Conheça também os perfis de Jennie, Rosé e Lisa no site.
Lisa
O padrão de gestão de crise no K-pop
O K-pop tem um histórico bem documentado de como escândalos são gerenciados — ou mal gerenciados. Em casos que envolvem familiares de idols sem envolvimento direto do artista, o protocolo mais eficaz tem sido a declaração rápida de distanciamento seguida de silêncio estratégico. A nota emitida por Jisoo segue esse padrão. O que torna o caso diferente é a escala: o BLACKPINK é um dos grupos de maior visibilidade global da última década, e qualquer evento associado ao nome das integrantes alcança audiências que vão muito além da base de fãs coreana.
A YG Entertainment, por sua vez, tem histórico de preferir o silêncio institucional a declarações públicas em casos que considera externos à responsabilidade da gravadora. Essa posição pode ser lida de formas diferentes dependendo da perspectiva — como distanciamento calculado ou como respeito pela privacidade do processo legal. O que importa para o público que acompanha Jisoo como artista é que, até o momento, os relatos disponíveis constroem uma narrativa de separação clara entre a carreira dela e os atos do irmão. Para seguir acompanhando as notícias do BLACKPINK e do K-pop no HallyuHub, os perfis das integrantes estão todos disponíveis na seção de artistas.
O caso Kim Jung-hoon levanta também uma questão mais ampla sobre como o público e a mídia respondem a escândalos envolvendo familiares de celebridades. Há uma tendência documentada de transferir culpa para a figura pública mais conhecida — independente do grau de envolvimento ou conhecimento. No contexto do K-pop, onde o nível de escrutínio sobre idols é historicamente alto, essa tendência é amplificada. O que os relatos disponíveis até agora sugerem é que Jisoo tomou medidas concretas ao ter conhecimento do problema — incluindo o pagamento da correção dos créditos do drama. Esse padrão de comportamento, se confirmado, é incompatível com a narrativa de cumplicidade que parte das redes sociais tentou construir nas semanas seguintes à nota pública. O caso segue em aberto, e novos fatos podem alterar esse quadro.
A trajetória de Jisoo como artista independente está apenas começando. O single FLOWER, lançado em 2023, estreou em número 1 em múltiplos países e estabeleceu que ela tem base de fãs própria suficiente para sustentar uma carreira solo além do BLACKPINK. O álbum completo ainda não foi lançado, e o escândalo familiar chega em um momento de construção — não de pico. No mercado do K-pop, onde carreiras são geridas com horizonte de décadas e a memória dos fãs é seletiva quando o artista demonstra caráter, o impacto de longo prazo de um episódio como esse tende a ser menor do que a cobertura imediata sugere.







