Viajar para a Coreia do Sul é um sonho para milhões de fãs de K-Pop e K-Drama no Brasil — e a boa notícia é que é mais acessível do que parece. Brasileiros não precisam de visto para entrar na Coreia do Sul como turistas (estadia de até 90 dias). Neste guia completo, você encontra tudo que precisa saber para planejar sua viagem em 2026: documentos, passagem, acomodação, quanto dinheiro levar e dicas que só quem já foi sabe.
Coreia do Sul: um dos destinos mais visitados da Ásia.Brasileiros precisam de visto para a Coreia do Sul?#
Não. O Brasil e a Coreia do Sul têm acordo bilateral de isenção de vistos para turismo desde 2002. Brasileiros podem ficar até 90 dias no país sem qualquer visto — basta passaporte válido com no mínimo 6 meses de validade além da data de retorno. Não é necessário comprovante de renda, carta convite nem autorização prévia.
Você sabia?
A Coreia do Sul recebeu mais de 17 milhões de turistas estrangeiros em 2024. O Brasil está entre os 10 países com maior crescimento de visitantes no período pós-pandemia, impulsionado pelo interesse em K-Pop e K-Drama.
Documentos necessários#
- Passaporte brasileiro válido por pelo menos 6 meses após a data de retorno
- Passagem de ida e volta (a imigração pode solicitar comprovação)
- Reserva de hospedagem — endereço do primeiro local onde ficará
- Cartão de declaração de chegada — preenchido no avião antes de pousar em Incheon
- K-ETA (Korea Electronic Travel Authorization) — pode ser necessário dependendo de voos com escala em países específicos; verificar no site oficial antes de viajar
Passagem aérea: por onde ir e quanto custa#
Não existe voo direto entre o Brasil e a Coreia do Sul em 2026. Todas as rotas têm pelo menos uma escala. As conexões mais comuns saindo de São Paulo (GRU) ou Rio de Janeiro (GIG) são:
Os preços variam muito conforme antecedência e temporada. Comprar com 4 a 6 meses de antecedência geralmente garante as melhores tarifas. Evite os feriados coreanos de Chuseok (setembro/outubro) e Seollal (janeiro/fevereiro) para não pagar o dobro.
Você sabia?
A melhor época para encontrar passagens mais baratas para a Coreia do Sul é entre novembro e fevereiro (excluindo o período do Ano Novo coreano). O verão coreano (julho/agosto) é quente, úmido e com preços altos.
Melhor época para visitar#
Onde ficar em Seul: bairros por perfil#
Seul é enorme — 10 milhões de habitantes na cidade, 25 milhões na região metropolitana. Escolher bem o bairro faz diferença enorme no custo e na experiência.
- Myeongdong — coração turístico, cheio de lojas de k-beauty, comida de rua e loja da Nature Republic. Caro, barulhento, conveniente.
- Hongdae — bairro universitário com vida noturna, artistas de rua, cafés temáticos e muitas opções de hospedagem barata. Melhor custo-benefício.
- Gangnam — bairro rico, moderno, onde ficam SM Entertainment e lojas de luxo. Hotéis caros mas bem localizado.
- Insadong / Jongno — área histórica, hanoks, arte, cultura tradicional. Tranquilo e autêntico.
- Itaewon — mais cosmopolita, boa gastronomia internacional, frequentado por turistas ocidentais.
- Mapo / Hapjeong — boa escolha para quem quer fugir do turismo massivo mas ficar bem localizado.
Quanto custa a hospedagem#
Guesthouses em Hongdae e Insadong oferecem o melhor custo-benefício para fãs de K-Pop. Muitas são gerenciadas por coreanos que falam inglês e adoram receber turistas brasileiros.
Moeda, câmbio e como pagar#
A moeda coreana é o Won (KRW). Em 2025/2026, a cotação gira em torno de 1 BRL ≈ 290–320 KRW. A maneira mais eficiente de ter Won na Coreia é:
- Levar dólares americanos em espécie e trocar nas casas de câmbio do aeroporto de Incheon ou em Myeongdong — as taxas são muito melhores do que trocar no Brasil
- Cartão de débito Wise (Wise.com) — permite sacar Won nos caixas eletrônicos coreanos com taxa próxima à comercial
- Cartão de crédito internacional funciona em hotéis e grandes estabelecimentos, mas mercados e barracas de rua preferem dinheiro ou T-money
- T-Money card — cartão recarregável para metrô, ônibus e alguns estabelecimentos; comprar logo na chegada em Incheon
Você sabia?
A Coreia do Sul é um dos países mais sem dinheiro em espécie do mundo — a maioria dos pagamentos é feita por cartão ou aplicativo. Mas em mercados tradicionais como o Gwangjang Market, o dinheiro ainda é rei.
Transporte dentro da Coreia#
O metrô de Seul é um dos melhores do mundo — limpo, pontual, com sinalização em inglês e português em algumas estações. O T-Money funciona em todo o sistema de metrô e ônibus da cidade. Do aeroporto de Incheon para Seul, as opções são:
- AREX (Airport Railroad Express) — trem direto até a estação Seoul Station em 43 minutos. Aproximadamente R$ 50
- Ônibus do aeroporto — mais barato (~R$ 20), para em vários bairros de Seul, demora 60–90 min
- Táxi/Kakao T — confortável, ~R$ 120–180 dependendo do destino
- KTX (trem-bala) — para viagens entre cidades como Seul→Busan em 2h30. Comprar com antecedência pelo site Korail
Internet e chip na Coreia#
- Chip pré-pago (USIM) — comprar no aeroporto de Incheon na chegada. Dados ilimitados por 10 dias a partir de R$ 80
- Pocket Wi-Fi — uma opção para quem vai em grupo, pode retirar no aeroporto
- eSIM — funciona com iPhone e Android modernos; contratar antes de viajar por apps como Airalo ou Holafly
- A cobertura 5G na Coreia do Sul é praticamente universal em áreas urbanas
Quanto levar de dinheiro por dia#
Aplicativos essenciais para baixar antes de viajar#
- Naver Maps — melhor mapa para navegação em Seul (melhor que Google Maps no Korea)
- Kakao T — táxi; funciona em inglês e aceita cartão internacional
- Papago — tradutor coreano-português da Naver, muito mais preciso que Google Translate para coreano
- Korail — compra de passagens de trem KTX
- Coupang Eats / Baemin — delivery de comida (exige número coreano)
- Mangoplate — avaliações de restaurantes em inglês
Você sabia?
O Google Maps funciona com limitações na Coreia do Sul por razões de segurança nacional — o governo coreano restringe o mapeamento completo por empresas estrangeiras. Use o Naver Maps para rotas de metrô e caminhos a pé.
Seguro viagem: obrigatório?#
Tecnicamente não é obrigatório para entrar na Coreia, mas é altamente recomendado. O sistema de saúde coreano é excelente, mas caro para estrangeiros sem cobertura. Uma consulta de emergência pode custar R$ 500–2.000. As melhores opções para brasileiros são Assist Card, AIG Travel Guard e o seguro embutido em alguns cartões de crédito premium.
Dicas finais de quem já foi#
- Baixe o Papago antes — você vai precisar para ler cardápios e placas
- Carregue o T-Money sempre com saldo — evita filas nas catracas
- Muitos cafés e lojas de K-Beauty ficam abertos até meia-noite ou mais
- Aprenda a dizer "얼마예요?" (Eolmayeyo? = Quanto custa?) e "감사합니다" (Gamsahamnida = Obrigado)
- O metrô de Seul é tão bom que você raramente vai precisar de táxi dentro da cidade
- Conveniences stores (GS25, CU, 7-Eleven) vendem refeições quentes baratas e deliciosas 24h

